Segundo o Dn de hoje 160 alunos continuam sem professor
Um mês e meio após o início do ano lectivo ainda há 160 mil alunos que continuam sem um ou mais professores. A esta altura do campeonato, muitas são também as escolas básicas e secundárias de pequena dimensão que permanecem fechadas por falta de docentes para leccionar. A ironia da situação, denunciada ontem novamente pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), é que ainda estão por preencher mais de dois mil horários. Um grupo de sindicalistas e de professores, que ontem se reuniu frente ao Ministério da Educação, atribui as responsabilidades deste cenário «ao descalabro verificado no novo sistema de colocação dos docentes». E diz que foram várias as irregularidades que se verificaram na primeira parte do concurso e que estas permaneceram na segunda parte.
Numa ronda feita às várias escolas do País, a Fenprof deparou-se com um leque variado de situações. Desde a ultrapassagem de candidatos mais graduados por outros menos graduados, a professores colocados em escolas às quais não concorreram, passando pela colocação de docentes em mais do que uma escola, horários por preencher em grupos onde existem professores dos quadros de zona pedagógica (QZP) com horário zero, professores dos QZP colocados em zonas diferentes e professores colocados em horários que as escolas não reclamaram. Há de tudo um pouco.
«São erros a mais que o Ministério da Educação tem de explicar», refere Augusto Pascoal, do Secretariado Nacional da Fenprof, adiantando que o processo de colocações via Internet foi «um teste real que teve como cobaias os professores». E se os miniconcursos já eram criticados pelos docentes, estes consideram que o actual processo é muito pior. «Agora temos um miniconcurso não em 23 Centros de Área Educativa (CAE), mas em todas as escolas do País, que não têm capacidade para dar resposta ao tratamento da informação», explica Augusto Pascoal.
Às preocupações dos docentes o Ministério da Educação responde dizendo que este ano lectivo teve início com 99% dos professores colocados e que «o concurso decorreu com normalidade». Ao DN uma professora demonstra a anormalidade com que este se está a fazer dizendo que, no seu caso, é impossível ser contactada por uma escola, pois na lista da Net o seu número de telefone está incorrecto.
Independentemente de questões sindicais de uma estrutura que até não apoio e que é responsável tanto como o ME por este estado de coisas, esta situação profundamente indigna para os professores continua escondida sem merecer realce nos meios de comunicação. Estes pensam que falar em educação é o mesmo que falar em propinas. Este caso é bem mais chocante qiue a cunha da filha do ministro. As escolas e os seus gestores fazem horas, horas e horas extarordinarias para receber milhares de mensagens, telegramas faxes... para um ou dois horários. E depois ainda têm que contactar os professores que aceitam, depois deixam de aceitar, pois meia hora depois recebem uma proposta melhor. Uma coisa incrivel.. Acho que as escoas devem ter o direito de escolher os seus professores mas não assim. Desta forma não existe escolha mas uma pseudo seriação agora totalmente desordenada em que tudo é possivel. E afinal o ministro mente. Já é habito neste governo. As escolas continuam sem professores, os erros são infindaveis.
E tudo permanece no silêncio na paz do senhor, enquanto jornalistas se entretêm a fabricar noticias. De facto ser professor hoje...