Hoje o público traz uma série de artigos sobre a pedofilia na Madeira. Estes casos são conhecidos, estão relatados. mas ---pasme-se.... "A Polícia Judiciária desconhece redes organizadas de pedófilos a operar na ilha. E mesmo "casos concretos" de prostituição infantil. Mas Vítor Alexandre, coordenador da PJ no Funchal, sabe que "uma coisa é a realidade e outra é a realidade conhecida"."
Ou seja: em Portugal não se fala ou inventa outra coisa. Nos Açores foi conveniente surgirem certas noticias. E na Madeira? Na República das Bananas? No JARDIM plantado à beira mar? Como é? Nem jornais, nem televisão e policia nem pensar, porque sabiamente :"uma coisa é a realidade e outra é a realidade conhecida"
Carlos Cruz está preso por ser um pedófilo compulsivo e afinal é acusado de 13 casos. Ah e porque é circuncisado. Fujam judeus. Procuradores e juízes fazem asneiras consecutivas.
Na Madeira reina o paraíso. PORQUE SERÁ?
----------Vejamos um dos artigos publicados-----------
Cláudia Neves, dirigente nacional da Organização Não Governamental Inocência em Perigo, dorme mal. "Estou farta de receber ameaças" - cartas que lhe dizem para não se deslocar à Madeira, telefonemas que lhe sussurram que vá sem aviso e que leve guarda-costas. Nada a detém. Quer levar um representante das Nações Unidas à ilha, onde afirma que as crianças de rua continuam a entrar em filmes pornográficos rodados por estrangeiros. Como os "meninos das caixinhas", que foram apanhados pela rede internacional de pedofilia denunciada em 1997.
No próximo dia 28, Cláudia Neves irá ao Parlamento Europeu falar de práticas pedófilas em Portugal - "de Norte a Sul do país, nos Açores e na Madeira". "Não quero dizer que a Madeira é feia!", desabafa, desde a sua casa, na Suiça, para afastar a tradicional teoria do governo regional, baseada em alegadas tentativas de denegrir a imagem do mais velho destino turístico nacional. "Quero dizer que há crianças em perigo, que há redes, que há estrangeiros que vão lá fazer filmes pornográficos", segue. E dá o exemplo de um menino alemão, que revelou ter estado na ilha a rodar umas cenas de sexo e que foi resgatado de uma rede pedófila por esta ONG.
Longe vão os tempos em que os meninos da "pedincha" enchiam a boca para contar episódios de abuso sexual a quem os quisesse ouvir - e quase ninguém queria. Também já não há famílias a apregoar ter filhos menores que deixaram a escola para abraçar a carreira de prostitutos, como dantes. A pedofilia é agora um segredo que se desvenda devagarinho. Para ouvir os relatos dos miúdos "é preciso tempo, confiança", refere Cláudia Neves, alegando ter testemunhos.
Membros da Inocência em Perigo aproximaram-se dos meninos de rua e das suas famílias - residentes, sobretudo, em dois bairros de Câmara de Lobos - para lhes oferecer ajuda e apanhar as manhas. Viram meninas "de 12, 13 anos que namoram com homens de 30, 40". Pais que "entregam os filhos menores a cidadãos estrangeiros, convencidos de que será melhor para o futuro deles". Alguns deixam de dar notícias, conta Cláudia Neves, certa de que parte deles integram os circuitos pedófilos - na Holanda, na Bélgica, na França e noutros países. "Há crianças portuguesas - não só da Madeira - a prostituirem-se em Itália", afirma.
A Polícia Judiciária desconhece redes organizadas de pedófilos a operar na ilha. E mesmo "casos concretos" de prostituição infantil. Mas Vítor Alexandre, coordenador da PJ no Funchal, sabe que "uma coisa é a realidade e outra é a realidade conhecida". Sem registos de crianças desaparecidas, também admite poder "haver pais que mascaram a saída de filhos para o estrangeiro". Vigora, entre algumas famílias de Câmara de Lobos, uma "sub-sub-cultura" muito específica, que, compara, "é como a toxicodependência - não se combate apenas com polícia".
"Causas não foram devidamente tocadas"
O problema, resume o ex-sacerdote Edgar Silva - que denunciou as práticas pedófilas que envolviam os "meninos das caixinhas" na década de 90 - é que "as causas que alimentavam o fenómeno não foram devidamente tocadas". Persistem, em Câmara de Lobos, famílias numerosas, pobres, com problemas de sobrelotação, de dependência de álcool e de estupefacientes, um certo culto da violência e a alguma tradição de incesto. "São pescadores da pesca à linha, um jogo de sorte e de azar; quando têm dinheiro vão para casa de táxi, quando não têm endividam-se e são capazes de forçar os filhos a mendigar para lhes dar".
"Acontece, por vezes, o próprio pai fazer questão de ser o primeiro a ter relações sexuais com a filha", afirma Edgar Silva. O ex-líder do Movimento Apostolado das Crianças - que desenvolveu um projecto de educação alternativa para os meninos de rua, encerrado por ordem do Governo Regional - conhece "vários casos de filhos nascidos de relações incestuosas".
Neste caldeirão, "um turista chega a casa, traz roupas para os miúdos, vai com a mãe ao supermercado, convida a criança para ir para o estrangeiro", descreve Edgar, e "consegue tudo". Na opinião do agora deputado comunista, "comprar uma criança destas é tão fácil como entrar numa loja e comprar um par de calças". Nos anos 90, constatou, "havia padrinhos, mecenas, que prometiam coisas, que convidavam as crianças para fazer uma viagem ou para ficar a viver com eles". Provou-se, em tribunal, que algumas entravam em circuitos pedófilos. "Isso acontecia e acontece".
Há, segundo Vítor Alexandre, "uma maior consciencialização" na sociedade madeirense para a pedofilia. Há cada vez mais denúncias envolvendo, quase sempre, adultos muito próximos das crianças. Só em 2003, a PJ abriu cerca de 70 processos sobre abusos de menores, abusos de crianças e lenocínio. Não chegou, porém, a confirmar a maior parte dos casos. Alguns eram infundados. Outros foram arquivados - muito por obra da lei que confere aos pais o poder de retirar a queixa. Urge, considera, tornar este crime público.
A pedofilia está tão em voga que já há pais que a inventam quando enfrentam processos de divórcio litigioso. Mas "a sociedade ainda ignora as crianças que andam na esmola", frisa o comissário da PSP de Câmara de Lobos, Roberto Fernandes. Crianças sozinhas, maltrapilhas, com fome, que um dia descobrem meios mais rápidos de angariar o dinheiro que os pais lhes exigem.
"A prostituição continua a existir, só que agora é mais dissimulada", salienta Edgar Silva. Já não são 'os meninos das caixinhas'; "são os que arrumam carros, que andam de mealheiros, que vedem fotocópias de 'santos', que estendem a mão". Porventura crianças como Liliano (nome fictício), oito anos, que, frente a um caderno oferecido pelo PÚBLICO, começa por desenhar um barco sobre um mar povoado de peixes - o pai é pescador - e logo desenha a igreja onde tem catequese, a escola onde às vezes vai, a casa onde mora, um menino e, ao lado do menino, um pénis. Quem é? "Eu". O "eu", no caderno, é do tamanho do pénis. Um pénis virado para cima, com pêlos. Pede que se lhe desenhe um diabo. Faz-se-lhe a vontade. "Não tem pila!", admira-se. E logo acrescenta uns órgãos genitais, desta vez proporcionais, ao demónio. Um pénis virado para cima, com pêlos. Cláudia Neves assegura que a maior parte das denúncias feitas por crianças partem precisamente de desenhos semelhantes a este
Antes demais devo dizer que sou um madeirense vivendo nos Açores e que conheço razoavelmente o Continente, além de que consumo diários nacionais...quero lhe dizer que fico feliz que estas tristes situações que se vivem na Madeira, sejam faladas e publicadas de forma activa para que a Madeira continue sendo um belo jardim, sem essa mancha. Contudo devo dizer que se fala da minha terra mais do que das outras....será que nunca ouvio falar do passeio a beira Mondego, lá pelos lados de Coimbra?...eo então no que se passa nesta linda terra que me acolheu (R.A.Açores)...sabe é que tanto a casa Pia, como o passeio do Mon«dego, e o que se passa aqui, há muito que andava na boca do Mundo...e onde estavam os artigos de opinião...?
Por mim, como madeirense fico feliz que estas triste situações sejam denunciadas, e que se chegue aos culpados, punindo-os severamente, porque assim ficamos livres dessa "doença" e as nossas crianças irão poder contoinuar a viver a sua vida com alegria e livres do perigo que infelizmente nos dias de hoje correm...mas por favor sejam imparciais....vejam quantos anos se passou entre a época daquela série da televisão portuguesa e os episódios da Casa Pia..e vejam quanto tempo estiveram calados...
Afixado por: Miguel Sousa em janeiro 12, 2004 11:58 AMsou madeirese e vivo na suiça à 19 anos , o meu marido é suiço e nos queremos ir viver para a madeira , aminha filha domina o pot... e o alem... gostaria de saber se existe uma escola ou colegio de lingua alemã na madeira?
gostava de obter resposta
comprimentos alexandra
Afixado por: alexandra castelberg em agosto 17, 2004 12:18 PM