Se as entranhas da terra não parissem guerra, se o Homem ficasse de pé – um herói - , já eu não sentiria, vinda dos céus, esta luz que dói; dói porque destrói a cor do amor. E nessa metáfora revejo, sem pressa, as caravelas naufragadas, esquecidas ou por poucos lembradas. No covil das feras, síntese de uma galáxia, forças incontidas erguem-se por fim; penetram o espaço, iludem o Tempo e num espelho baço revejo-me enfim: são rugas, cansaço, sou o que sou, não sou o que fui. Tudo o que vi, o que experimentei, o que sei que senti tive como meu – eram ilusões! A terra…vomitou guerra e o chão tremeu. Os versos voláteis de poetas cansados fugiram a tempo de ser resgatados pelas puras mãos de uma perífrase; mas, vertidos no chão, soltou-se uma hipálage que tomou como seus esses versos perdidos e não reclamados, em pó convertidos…Todos…sem excepção!...

Benvinda de volta.Longa foi a espera.
Afixado por: josé em fevereiro 29, 2004 12:30 AMMenos um,
aquele que transportava uma semente…
Bem...Isto foi um momento forte! Gostei.
Afixado por: Valeria Mendez em março 2, 2004 05:21 AMEstá espectacular, principalmente o "sou o que sou, não sou o que fui."
E que fique como está, a metáfora de ti e da mudança.