Três milhões de vermes rumo à Estação Espacial Internacional
Três milhões de pequenos vermes foram colocados a bordo da cápsula Soyuz, que hoje foi lançada com destino à Estação Espacial Internacional (ISS), para serem estudados numa série de experiências científicas.
Essas experiências, elaboradas por 15 investigadores japoneses, canadianos, franceses e norte-americanos, têm por objectivo analisar os efeitos da microgravidade e das radiações cósmicas no organismo do verme em estudo, o nemátodo Caenorhabditis elegans, e, através dele, no homem.
O trabalho faz parte do programa de 21 experiências que serão realizadas pelo cosmonauta da Agência Espacial Europeia (ESA) André Kuipers durante os nove dias que passará na ISS, de 21 a 29 de Abril.
O holandês Kuipers partiu hoje a caminho da ISS com outros dois astronautas, um russo e um norte-americano, que vão substituir a actual tripulação russo-americana da estação, devendo nela permanecer até Outubro. O astronauta europeu regressa a Terra na companhia daqueles dois.
"C. elegans tem muitos genes comuns com o homem, daí o interesse dos cientistas, que já sequenciaram todo o seu genoma", explicou Nathaniel Szewczyk, investigador no Centro de Pesquisa Ames da NASA, associada ao projecto.
"Dez dias de exposição (do Caenorhabditis elegans) às radiações espaciais e à microgravidade é o equivalente no homem a uma estada de dez anos no espaço", acrescentou o cientista, segundo o qual estes estudos poderão ajudar a aperfeiçoar medidas para limitar o efeito das radiações em voos tripulados de longa duração.
No seu regresso à terra, esses três milhões de vermes de um milímetro de comprimento serão na sua maioria congelados e repartidos por vários laboratórios dos países membros da ESA, Rússia, EUA, Canadá e Japão.
Os efeitos das radiações na estabilidade do genoma do verme, por exemplo, serão estudados no Canadá, enquanto o estudo sobre os efeitos da microgravidade nos seus músculos será levado a cabo por investigadores norte-americanos e franceses.
Os japoneses, por seu lado, estudarão os efeitos do envelhecimento, um fenómeno que é acelerado no espaço.
Este projecto científico, denominado ICE-FIRST (International Caenorhabditis Elegans), foi proposto pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais francês.
CM.
Lusa
Esperemos que estes vermes não se transformem em (?)mutantes,... ou isso, e não tragam ainda mais doenças à TERRA!
Publicado por whiteball em abril 19, 2004 05:06 PMTanta coisa para resolver na Terra, e concentram-se esforços no espaço... Não há tempo para o espaço, no futuro? E no presente, não nos deviamos concentrar na Terra e nos inúmeros (bem mais de 3000000) problemas que há cá por baixo??
Afixado por: Pintelho em abril 19, 2004 08:03 PMPortugal podia colaborar, enviando um milhão de vermes! Será que não se arranjava?
Afixado por: canzoada em abril 19, 2004 10:44 PMBoas!
O que é microgravidade?
É estar grávida de um micróbrio?
Será estar ferido sem gravidade?
Sinto-me tão ignorante!
Saudações.
Desajeitado intelectual
(desactual para os amigos)
Há uns "vermes", em particular na Nigéria, que deviam ser enviados para lá!
Afixado por: whiteball em abril 20, 2004 11:06 AMsite muito podre e escroto vc tem q fala das doenças dos vermes naum dos paises
Afixado por: zé do bar em setembro 18, 2004 08:03 PM