abril 26, 2004

Belmiro de azevedo e o governo Durão

Em entrevista hoje publicada(excertos) no público vem umacuriosa análise dos governos portugueses. vejamos:
público- De facto, pelo menos desde que é um empresário importante, a sua relação com os governos é marcada por curtos períodos de lua-de-mel e depois por longos períodos de tensão.
Eu diria que é ao contrário. Vivi seis anos muito bem com o professor Cavaco e depois quatro anos maus - lá tenho as minhas razões, o professor Cavaco as dele. Com o engenheiro Guterres, foram também quatro anos bastante bem, e admirei muito do que fez, e depois entrou numa forma de actuar incompreensível, deixou de ouvir as pessoas, a qualidade dos ministros baixou tremendamente, deixou de estudar "dossiers", pelo que a parte final deve ter sido muito dolorosa para ele. E foi dolorosa para nós - e falo como cidadão.

Público-Com este Governo nem lua-de-mel houve...
É verdade, mas com este Governo é mais o problema de não ter feito nada, ou fez muito pouco em relação às promessas. Dá a ideia de que está permanentemente em conferência de imprensa...

Público-Ainda na última semana realizou uma conferência, destinada sobretudo aos empresários - estavam 1500 convidados -, para apresentar o programa "Economia em Movimento". Acha que não adiantou nada?
Tanto que acho que não fui lá. O que lá se disse foi só por dizer, não é para fazer. Tudo teve por base um relatório, que já conhecia, e até já tinha comunicado quer aos autores, quer ao primeiro-ministro, que ele era totalmente incompreensível.
As metas apresentadas, como aumentar as exportações de 30 para 40 por cento...
Isso é o que os ingleses chamam "wishful thinking". Não é por fazer declarações que as exportações aumentam.
Público-E a mensagem de que se é capaz?
Para se ser capaz, como se diz no relatório, é necessário corrigir políticas económicas erradas que estão nas mãos do Estado. Por isso, antes de convidar empresários, o Governo devia arrumar a casa

Publicado por mocho em abril 26, 2004 11:34 AM
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