Por essa estrada deserta
O bravo caminhante se aventurou.
Havia espinhos, pedras e poeira...
Mas ele estoicamente continuou!
Ventos fortes, tempestades mas
Ele por nada recuou.
Exausto e cansado já
Continuava a caminhar...
Cada passo,
Cada gesto,
Cada esforço para respirar
Era um grito contido de dor...
Mas o motivo era nobre.
E poucos o entenderam.
Já no fim da caminhada
Não encontrou aplauso
Não houve recompensa.
Foi deixado a um canto
Só, com a sua solidão.
Ouve, companheiro caminhante:
Tua caminhada não foi em vão.
Tornaste mais fortes os laços
Entre aqueles que hoje,
No silêncio da noite,
Ouvem o sofrimento de cada um de teus passos
E sabem que podem, querendo,
Dizer NÃO!
e dizer. sempre. não. resiste. e resiste.
a resistência tem dor.
abraço.
obrigado. os dias das noites.
Afixado por: João em junho 4, 2004 11:37 AMbonitinho, hein?
Afixado por: lula em junho 4, 2004 11:37 AMPorque uma caminhada nunca é em vão... muito bonito o poema =)
Afixado por: CaMiLiNhA em junho 4, 2004 12:26 PMA dor feita resistência, ou o inverso. Não a resistência a cousas políticas. Dessas estou farto."Vendedores" de promessas.TODOS. Que se lixem.
Importante o primado do individuo sobre o arrebanhamento. Quando essa consciência o for, então temos um colectivo objectivo.
A noite e as suas magias ajudam as nossas buscas, WB.
Espero que tenham vindo a contribuir para te encontrares. E à paz que necessitas.
Deixo-te um beijo enorme, do tamanho do Mundo e uma sugestão: vai ler o "conversas de xaxa" que está nas minhas colaborações. Porque rir de nós mesmos, faz bem.
Beijinhos.
Afixado por: LetrasAoAcaso em junho 4, 2004 12:27 PME o caminhante marinheiro, parou e viu, que não ia sozinho, apoiava-se em ombros outros, que com ele gritavam, dor que só dele era. Foi então que da dor fez cor, porque quem caminha, apoiado, dessa maneira, deixa de sentir sua dor, e só vê caminho por caminhar, mar, para navegar.
Parou e viu que caminho, sorrido, leva mais longe os passos, que já não são só seus, já não é caminhante marinheiro, é caminhante navio e para o rumar nos ventos, não pode ir sozinho, é preciso timoneiro…
Um belo grito conta quem desiste.
Bonito Whiteball. Muito bonito!
Afixado por: João Norte em junho 4, 2004 10:07 PM