setembro 08, 2004

Alfabetização...

Comemora-se hoje o Dia Mundial para a Alfabetização, criado pelas Nações Unidas. Em Portugal há quase um milhão de analfabetos, um problema que afecta 20 por cento da população adulta mundial.

Apesar de o analfabetismo ter diminuído em Portugal mais de 60 por cento nos últimos 30 anos, em 2001 o número de analfabetos situava-se ainda nos nove por cento, sendo Portugal também o país da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos) que tem maior taxa de abandono escolar: apenas 20 por cento dos portugueses atingem o ensino secundário, ficando-se a grande maioria pela escolaridade obrigatória, de acordo com o último relatório da instituição.

No dia em que se assinala hoje o Dia Mundial para a Alfabetização, criado pelas Nações Unidas, o secretário-geral da organização, Kofi Annan, considera que saber ler e escrever "um pré-requisito para um mundo saudável, justo e próspero".

"A alfabetização é um direito humano", que é "insensato que continue a ser negada a 20 por cento da população adulta do mundo", afirma Kofi Annan na mensagem alusiva a este dia.

Em todo o mundo, as mulheres constituem a maior parte dos adultos analfabetos. Por isso, o secretário-geral da ONU assinala na mensagem que "estudos sucessivos têm demonstrado que não há melhor instrumento para um desenvolvimento mais eficaz do que a educação das raparigas e das mulheres".

Segundo os censos de 2001 em Portugal, 11,5 por cento das mulheres declararam-se analfabetas, contra apenas 6,3 por cento dos homens.

Em 1970 o cenário era bem pior: 31 por cento das mulheres portuguesas e 19,7 por cento dos homens não sabiam ler nem escrever.

Se for tida em conta a população com mais de 65 anos de idade, verifica-se que 47 por cento dos homens e 65 das mulheres não sabiam ler nem escrever em 1970, contra 24,5 por cento dos homens e 41 das mulheres em 2001, segundo números do INE.

A educação, especialmente a secundária, é também o tema de uma conferência internacional que hoje começa em Genebra, sob os auspícios da UNESCO.

Este sector (ensino secundário) continua a não responder adequadamente às necessidades dos jovens e à crescente expansão do número de alunos, disse ontem uma responsável da UNESCO.

Registando um aumento crescente no número de alunos no secundário, a organização refere que a qualidade do ensino não tem vindo, de forma geral, a melhorar, pretendendo que esse tema seja analisado pelos delegados de mais de 140 países que estarão em Genebra.

Dados da organização indicam que o número de crianças nas escolas secundárias mundiais aumentou dez vezes nos últimos 50 anos, sendo que nos últimos dez o aumento foi de quase 40 por cento. ( Público)

Publicado por whiteball em setembro 8, 2004 04:00 PM
Comentários

dá muito jeito... é por isso que fecham escolas e abrem mais estábulos...

Afixado por: hammer em setembro 8, 2004 05:01 PM