outubro 03, 2004

Os bloquistas 1

Como alguns sabem tenho uma "grande admiração" pelo esse grupinho chamado Bloco de Esquerda. São lavadinhos, vestem bem, falam bem, passam a vida na televisão. A maioria já anda nos 50 mas os tratamentos de beleza dão-lhes um aar jovem de urbano dependente. Assim um ar de actor de telenovela, um ar civilizado. E assim lá temos que os aturar a propósito de tudo e mais alguma coisa. Uma das caracteristicas de um bloquista é falar de tudo.( mas não dizer nada) . Têm uma missão fundamental .Ajudar a direita e o PSD. Assim sempre que estes atravessam um momentro complicado podem contar com a ajuda do bloco para desviar as atenções levantando temas a despropósito. Mas o mais perigoso do bloco é que são ideológicamente inexistentes. Ou tentam ser. Assim ninguem sabe o que pensa o bloco. Ninguem sabe o que faria o bloco se fosse governo. Como têm esse arzinho angelical conseguem atrair o voto de algum eleitorado urbano que vai em cantigas.
Mas já que eles não dizem eu procurei. E hoje gostaria de mostar algum conteúdo disponivel na net sobre um dos partidos do bloco. A UDP. Pois A udp ainda existe. pensavam que não. Tambem eu mas está lá até fez congressos e tem declaração de principios. Ora vejamos alguns:
E já agora não percam o bogue Anacleto . o blogue mais revolucionario de sempre

(...)A UDP é um partido marxista, de natureza comunista, que apoia o Bloco de Esquerda.
A UDP, que nasceu nas jornadas populares de 1974/75, é um partido internacionalista que luta pelo socialismo.
Combate o neoliberalismo, luta pela paz e pugna pela estreita união com organizações e movimentos que lutam contra o capital e o imperialismo.
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Estão a gostar... vamos ao resto

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DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS

A UDP, nascida nas jornadas populares de 1974/75, luta pelo socialismo.
Um sistema político de real participação popular só é possível na base de um novo regime económico-social.
Esse regime tem como características essenciais:

a) A socialização da banca, dos principais meios de produção da indústria, da água, dos recursos energéticos e do agro-mar.

b) O fomento da economia, baseado no aproveitamento dos recursos naturais e da sua preservação, no pleno emprego, nas tecnologias avançadas, valorizando a produção de bens e serviços na divisão internacional do trabalho, desenvolvendo a economia estatal, cooperativa e privada, tendo o sector estatal papel dirigente e motriz.
c) A justiça social, promovendo a melhoria do nível de vida do povo, especialmente das camadas mais pobres, na realização da perspectiva "a cada um segundo o seu trabalho".
d) A cooperação entre o estado e as associações de produtores na planificação e gestão dos objectivos económico-sociais, numa perspectiva de descentralização crescente, reduzindo progressivamente o mercado e suprimindo a exploração do homem pelo homem.
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reduzindo o mercado. então e depois como é que o louça e aquelas deputadas compravam a roupinha. Ficavam todos como os chineses? Mas continuemos
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O sistema político que traduz a democracia num regime económico-social socialista é o poder popular.
O poder popular edifica-se como democracia integral, como a conquista da democracia pelos trabalhadores e por outras camadas do povo marginalizadas pelo capitalismo.
O poder popular assume como princípios básicos:
a) A eleição de uma Assembleia Constituinte.
b) A votação nacional de uma Constituição que consagre as conquistas económico-sociais do socialismo e as regras de um estado de direito socialista, bem como a eventual delegação de poderes num estado socialista europeu alargado.
e) A Constituição e o estado asseguram a democratização das forças armadas, a proibição de corpos repressivos especiais, a eleição dos magistrados e directores de polícia, a participação dos civis na defesa nacional.
f) A Constituição e o estado asseguram a unidade nacional, no quadro de uma República unitária, e fomentam a descentralização do poder, fortalecendo as autonomias regionais, as autarquias regionais, municipais e de freguesia.
h) A Constituição e o estado asseguram, a todos os níveis, governos responsáveis perante a sua respectiva assembleia; governos formados por ministros eleitos previamente deputados pelo povo; eleições regulares para as assembleias do poder popular e eleições, a todo o tempo, para substituição de qualquer deputado contestado no seu círculo eleitoral.
A conquista do socialismo e do poder popular enfrentará a resistência do imperialismo global e das camadas burguesas dependentes da oligarquia financeira transnacional. É um processo que assenta no movimento popular e no seu desenvolvimento até formas superiores de luta.
A revolução social e política será obra da força do povo. O seu desenvolvimento e a eclosão de vagas de luta popular estão hoje muito interdependentes da luta dos outros povos europeus e das crises políticas no seio da União Europeia, super-estado imperialista que integrou Portugal.
As aspirações dos povos ao pão, paz, liberdade, independência e solidariedade dos explorados e oprimidos serão plena realidade no socialismo, transição para uma sociedade sem classes.
A natureza de uma ideologia
Quando, há um século e meio, o movimento operário tomou a divisa do Manifesto Comunista "Proletários de todos os países: uni-vos!" o alvo de uma sociedade justa deixou de ser um sonho e tornou-se uma perspectiva realizável. Aqueles que nada mais tinham, a não ser a sua força de trabalho, tomavam consciência que a divergência de interesses com o Capital só se resolveria pela revolução social, a apropriação colectiva dos meios de produção fundamentais.

O proletariado tomava consciência de que a história da luta de classes, ao indicar-lhe a tarefa de suprimir a concorrência entre os homens com base na propriedade privada dos meios de produção, levá-lo-ia a suprimir por completo a divisão social baseada em classes. A humanidade podia atingir a liberdade.

Apetrechado por esta teoria que designou, de acordo com o pensamento de Karl Marx, por materialismo histórico e dialéctico, o proletariado podia dizer então: "temos um mundo ganhar, nada temos a perder senão as nossas cadeias!".
Esta teoria, enriquecida com a análise de Lénine do capitalismo dos monopólios e com o estudo da globalização, fase recente do imperialismo mais agressivo, é uma ideologia de libertação.
A ideologia de classe que defendemos nada tem em comum com o reformismo que procura apenas limitar os efeitos extremos do capitalismo, designadamente a pobreza absoluta e as agressões ambientais, mas sem uma alteração radical da sociedade.
Também nada tem em comum com experiências socialistas que, tendo conquistado formidáveis vitórias para o proletariado e os povos, degeneraram em regimes de estagnação e repressão, com uma nova burguesia burocrática no poder.
A UDP organiza a união voluntária dos seus militantes estruturando-se democraticamente, assegurando a coesão ideológica e política, compreendendo que a disciplina comum de acção dirigida a partir de um centro único só tem vitalidade pela liberdade de opinião nos colectivos, edições e assembleias partidárias, onde predomina a regra democrática e a eleição geral e secreta para todos os cargos.
A UDP é herdeira e continuadora das tradições operárias e populares, no mundo e no país, na luta anticapitalista e no que houve de mais positivo na construção da nova sociedade socialista e configura-se como um partido revolucionário, aberto ao progresso e ao nosso tempo.

Artigo 1.º

É militante da UDP todo(a) aquele que aceita o seu Programa e Estatutos, participe numa actividade de uma das suas organizações e pague a sua quota.
A adesão à UDP realiza-se mediante inscrição, expressamente aceite pela Comissão Regional ou pela Direcção Nacional.
Artigo 2.º
Os militantes são iguais entre si, possuindo os mesmos direitos e deveres, têm direito a eleger e ser eleitos para todos os órgãos e a exprimir livremente as suas opiniões e propostas.
Artigo 3.º
Os militantes têm o dever de respeitar as resoluções emitidas pelos organismos competentes e a zelar pela unidade da UDP. Aos militantes é vedado o direito de exprimir de forma pública, nomeadamente em organizações políticas ou de massas, posições divergentes das decididas em Congresso ou pelas estruturas de direcção eleitas.

....................fico-me por aqui. esta pérola diz tudo.....
Então bloquistas sois mesmo assim.... Bem ainda falta ver o que diz a LCI do camarada Anacleto Louça.

Publicado por mocho em outubro 3, 2004 05:45 PM
Comentários

estás indignado propriamente com o quÊ? Com os maoistas? tiveste um como líder do PSD aida à pouco tempo.

" E assim lá temos que os aturar a propósito de tudo e mais alguma coisa."

Chama-se a isso democracia!
O que dizer sobre o que gramamos de Santana e Paulo Portas?

Afixado por: cachucho em outubro 4, 2004 02:35 AM

Achas que o 'Anacleto' é revolucionário? É que eu penso exactamente o contrário, acho-o muito reacça e com a agravante de querer ter graça, nem chega a ser engraçadinho... Esta é a minha opinião, claro.

Afixado por: Ardelua em outubro 8, 2004 04:29 PM