novembro 13, 2004

Quatro mil professores???

Vejam bem esta incrivel noticia do DN
Quatro mil?' Não eram 120? E afinal perdem-se processos?????
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Os quatro mil professores que foram excluídos das listas de colocação e recorreram vão ser colocados no dia 22. A promessa foi feita ontem pelo subdirector-geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), Miguel Silva, à Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Dezenas de docentes tinham literalmente «invadido» o átrio do edifício governamental e esperavam o resultado das negociações, não tendo sido autorizados a subir.

Mas esta garantia tem uma condição, para a Fenprof: como poderá ter havido extravio de documentos, os sindicatos afectos à Fenprof terão de lhe fazer chegar uma listagem com o nome e número do bi- lhete de identidade de todos os professores que apresentaram o recurso referente ao ítem 8.6 - os processos do «não» aos horários de substituição -, em mão ou pelo cor-reio. «Foi-nos dito que há registos de pessoas que vieram à DGRHE apresentar aquele tipo de recurso e que, após verificação detalhada desses registos, se chegou à conclusão de que alguns dos professores não apresentaram recurso nenhum ou, na pior das hipóteses, de que este se perdeu», explicava Manuel Grilo, membro da Fenprof, aos professores.

Até terça-feira, a Fenprof enviará uma listagem mais simples - para o caso dos 8.6 - e uma listagem com cópias dos processos de recursos de todos os tipos para a DGRHE. Ainda que lhes tenha sido dado a escolher entre segunda ou terça-feira, preferiram «mais tarde, para que ninguém, no Norte, Centro ou Sul, seja esquecido».

A Fenprof está optimista e Manuel Grilo admitiu ao DN que a solução, «apesar de não ser óptima, é boa, pois parece-nos pragmática, no sentido de desbloquear um problema que se arrasta há algum tempo e que provocado muito desemprego». E acrescentou que «desta vez, a promessa tem um prazo claro e um protagonista que se responsabiliza por ela».

opinião dos docentes. A esperança parecia renascer quando os professores, que esperavam à entrada da DGRHE, receberam a notícia de Manuel Grilo. Miguel Neves, um dos docentes que aguardavam, assegurou ao DN que a «invasão» do Ministério da Educação foi «mais um espontâneo combinado para tentar saber como vão as coisas». E apesar do que foi prometido, na opinião dos docentes ainda há algumas reticências quanto à eficácia das palavras do subdirector-geral. «É ver para crer», deixou escapar o professor.

E fica o aviso: caso não seja cumprido o que se prometeu, «vamos organizar-nos todos e acampamos à porta da DGRHE, as tendas até já estão encomendadas», garantiu Miguel Neves

Publicado por mocho em novembro 13, 2004 05:15 PM
Comentários

Isto já começou torto e não se endireita...

Afixado por: wind em novembro 13, 2004 05:22 PM

Grande mocho!
Vou transcrever do teu texto:
"... após verificação detalhada desses registos, se chegou à conclusão de que alguns dos professores não apresentaram recurso nenhum ou, na pior das hipóteses, de que este se perdeu», explicava Manuel Grilo, membro da Fenprof, aos professores."
Claro que, perante a disjunção, concluiste pela hipótese "mais conveniente".
Parabéns pela clarividência.

Afixado por: azurara em novembro 14, 2004 12:25 AM

não não azurara..
neste caso a noticia é colocada pelo ridiculo geral da situação.
ridiculo da noticia, ridiculo do governo , ridiculo dos sindicalistas
falar em colocar 4000 neste momento é anedota.. falar em perder processos é ridiculo
mas pelos vistos existiu um membro do governo que garantiu... e quando o governo garante...

Afixado por: mocho em novembro 14, 2004 12:59 PM