Poema do homem-rã
Sou feliz por ter nascido
no tempo dos homens-rãs
que descem ao mar perdido
na doçura das manhãs.
Mergulham, imponderáveis,
por entre as águas tranquilas,
enquanto singram, em filas,
peixinhos de cores amáveis.
Vão e vêm, serpenteiam,
em compassos de ballet.
Seus lentos gestos penteiam
madeixas que ninguém vê.
Com barbatanas calçadas
e pulmões a tiracolo,
roçam-se os homens no solo
sob um céu de águas paradas.
Sob o luminoso feixe
correm de um lado para outro,
montam no lombo de um peixe
como no dorso de um potro.
Onde as sereias de espuma?
Tritões escorrendo babugem?
E os monstros cor de ferrugem
rolando trovões na bruma?
Eu sou o homem. O Homem.
Desço ao mar e subo ao céu.
Não há temores que me domem
É tudo meu, tudo meu.
António Gedeão
Publicado por whiteball em novembro 14, 2004 11:00 PMCada vez que leio António gedão... sinto orgulho em ser químico!
Afixado por: Carlos Tavares em novembro 15, 2004 12:33 PMCada vez que leio António Gedeão... sinto orgulho em ser químico!
Afixado por: Carlos Tavares em novembro 15, 2004 12:33 PMCada vez que leio António Gedeão... sinto orgulho em ser químico!
Afixado por: Carlos Tavares em novembro 15, 2004 12:33 PMò Carlos Tavares...convenceste-me! Definitivamente tensorgulho em ser químico...heheheh , WB
Afixado por: whiteball em novembro 15, 2004 08:29 PM