Dedicar-me à vida do mar era coisa que me dominava inteiramente, pondo-me surdo às advertências e às solicitações serenas e doces de minha boa mãe. Meu pai, homem grave e enérgico, deu-me ótimos conselhos, para que deixasse de lado aquelas fantasias, mas tudo foi em vão. O chamamento do mar era coisa poderosa, que me atraía e subjugava.
Um dia, chamou-me ele ao seu quarto, porque acamado, e me falou, mais quente e mais seriamente, das minhas frioleiras, inquirindo-me sobre a razão de meu desejo de deixar a casa paterna, onde tudo tinha para enriquecer, graças à minha aplicação, podendo levar vida agradável e tranquila.
Robinson Crusoé
Daniel Defoe
Fantasias...sonhos...quem os não tem???
Podem, porém, sair bem "caros"..quando perseguidos!